Contador de Visitas do Galos de Combate

Galismo uma paixão tradicional



Com esta atual onda ambientalista envolvendo todo um marketing com a proteção dos animais resolvi escrever e dar ênfase a um esporte já tradicional em nossa cultura, a “briga de galos combatentes”, popular rinha de galos. Elas, que são consideradas crime pela legislação federal (Lei 9.605, artigo 32, de Crimes Ambientais), devido a maus tratos a animais silvestres.

Desde pequeno fui criado em meio aos combates e presenciei todo o universo dos criadores. Geralmente os galos são criados em casinha de 1.20m X 90cm x 80cm a chamada COXEIRA e separados, pois juntos brigam naturalmente até a morte. Há todo um treinamento com as aves que envolvem balanças e equipamentos desenvolvidos para melhorar seu desempenho, além disso, os animais são “Tosados” parte das coxas alguns no pescoço e uma alimentação balanceada cheia de vitaminas, proteinas, sais minerais envolvendo graos, folhas, verduras e frutas.

Existem dois tipos de combates: a “batida”, que é colocar os galos para “bater” em um espaço curto de tempo e avaliar o desempenho individual. Para a batida são utilizadas “luvas” de couro em cima da espora natural do animal, e a “biqueira” com o intuito de proteção. O outro é a rinha propriamente dita. Na rinha os animais depois de “emparelhados” (como se fosse uma pesagem de luta de boxe), são colocados no “rodo” (ringue) e no lugar das luvas e da biqueira são calçadas esporas artificiais de plástico para não infeccionar porque os faisões ou esporas naturais são infecciosos e bicos de metal para não quebrar o bico natural. As brigas tem um tempo estimado em 55min. Divididos em três 20,20 e 15minutos, com intervalos de cinco. No final delas, o criador faz a medicação com anti-séptico antiinflamatório à base de pomadas comprimidos e injetáveis, para uma boa recuperação do seu animal.

Obviamente muitos animais não saem vivos do local. E os que saem, brigam em outras rinhas sendo que os melhores são cruzados para manter a raça.

O que mantém isso tudo, porque existem até hoje de modo clandestino, você pode ser sensível e não gostar do esporte, eles brigam porque nasceram com este instinto ninguém ensina um galo brigar, as esporas naturais, não nasceram por acaso. Então o que se vê é uma grande corrida para manter uma tradição que existe até mesmo antes de Cristo, Você pode achar cruel e sádico, mas é uma herança cultural. Hoje você pode andar em pequenos e grandes bairros que você encontrará galistas, e a grande maioria são rinheiros. Alguns dizem que as rinhas são desumanas, mas na verdade elas não são nada mais do que um produto nascido da mente humana.

E você? Acha a rinha de galos desumana? Mas deve ter comido frango esta semana! Não?

1 Response to "Galismo uma paixão tradicional"

  1. Unknown says:

    Parabéns pela a explanação coerente sobre o assunto que, considero eu, um absurdo esta cultura milenar ser criminalizada por um lei que generaliza e agride diretamente uma prática que faz parte de uma história. A constituição protege de forma clara a cultura, mas é preciso representatividade no congresso e políticos mais sérios para discutir este assunto e fazer garantir os direitos constitucionais.

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